sábado, 7 de junho de 2008

A primeira


Essa é a primeira postagem... não digo que seja a mais importante, ou a melhor. É, apenas, a primeira. Espero que de algumas.
Não tenho o intuito de receber dezenas de visitas diárias, talvez, mesmo, não receba, sequer, uma. Mas não é por isso que faço este blog. Por quê o faço?

Não é para me expôr... nem expôr a ninguém... É para "falar"... ou melhor, falar pelos dedos... normalmente conhecido como escrever.
Apenas isso.
Colocar, no papel, pensamentos avulsos. Ora tolos. Ora nem tanto. Geniais... nunca. Medíocres, talvez. Sensatos, nem sempre... Reclamações e desabafos, com freqüência... Literatura alheia, às vezes.


Blogs... algo que serve bem a dois tipos de pessoas: os solitários que precisam se expressar e os exibicionistas. Eu faço parte do primeiro grupo. Sou solitária. Embora já não esteja sozinha. Sim... todos somos solitários, em muitos momentos. Eu o sou em 90% do meu tempo. Não que eu goste ou me orgulhe disso. Apenas sou assim, fui assim, mas espero não ser sempre assim.
Quem me conhece, pode achar bobeira, da minha parte, falar o que sinto para pessoas desconhecidas. Não me preocupo com isso. Não vou dizer nada que ninguém nunca tenha sentido ou pensado, ao menos uma vez na vida.
Serei lida ou não? Não sei... no fundo, espero que sim; conscientemente, creio que não.


O blog é uma oportunidade de auto-análise gratuita.
Eu poderia fazer isso em um diário... diários são tão anos 80... e eu adoro os anos 80. Segundo amigo do meu namorado, por que eu não fui adolescente naquela época. Sim, não fui. Fui criança... mas, mesmo conturbados, eles foram memoráveis.
Melhores que os 90 e os '00, para quem foi ou é criança nessas épocas.
Enfim, voltando à idéia do diário. Não vou fazer diário por um motivo básico: digitar é menos cansativo do que escrever. Aliás, por um outro motivo não tão básico assim, também: já não acredito que existam monólogos... e diários são monólogos pretenciosos. Então, prefiro pressupor um leitor, mesmo que virtual, distante, desconhecido e, muitas vezes, eternamente, profundamente, anônimo.


Anonimato... eis um conceito interessante. Daria uma boa pseudo-tese, de algum pseudo-intelectual, em alguma universidade pública.
Pseudos-intelectuais... asquerosos.
Eu sou ignorante. Às vezes, até tapada. Mas isso tem um lado bom (não, ser ignorante não é bom... admitir sê-lo, em público, é, no minímo, idiotice...), pelo menos não sou uma pseudo-intelectual, como muitos(as) dos(as) que vi e convivi por ai.


Estou me alongando? Falando coisas disconexas? Paciência. É para isso mesmo que faço esse blog. Para discorrer sobre bobagens, para perder o "fio da meada", para dar e desdar nós no novelo do meu pensamento.


Talvez esse seja um projeto nati-morto. Tenho tendência a abandonar as coisas.
Vai depender do bem ou do mal que me fizer.
Ou que me fizerem através dele.
O fato é que vou arriscar. A solidão cria pessoas incrivelmente verborrágicas. Serei uma delas?
Devo ser. Talvez vocês mo digam.


Gostaram do "mo digam?"... coisas de quem fez Letras e estudou para concursos públicos.
Mas não se assustem. Os erros de grafia serão tão freqüentes, que essas pequenas "pérolas" lusitanicas vão se perder em meio a eles.


Humm... agora estou em dúvida... continuo escrevendo para ver quanto isso aqui agüenta ou vou ver a um filme que aluguei? Não que Marlyn Monroe seja grande atriz, não que os filmes devam ser muito bons... Mas amanhã tenho outras coisas a fazer, então é agora ou nunca.


Como vocês (que vocês?) vão perceber, ou não, meu agora, também, pode ser daqui a pouco ou, simplesmente, depois.


Ah! Sobre o título do blog. Eu não faço a mínima idéia do que quer dizer. Mas imagino que Kafka e Van Gogh, juntos, fariam uma dupla maravilhosamente genial, perturbada e auto-depreciativa. Eu os amo. Eu os admiro. Por isso essa criação louca "Kafka no mundo de Van Gogh"... nada de explicações racionais, como podem perceber.


Bom... vou parar por aqui... talvez volte mais tarde, quando puder postar de novo... hoje eu queria falar. Falar qualquer coisa, para qualquer um. Mas digamos que não foi muito possível. Então extravasei um pouco dessa necessidade aqui, mas, ainda, não a saciei.


Tschuss.

4 comentários:

Leonardo disse...

Escreves mto bem hein e naum eh pra puxar o saco UHSAHHAUHASUA

Tomara q isso te ajude a desabafar
*-*
sei como eh tb

;*

Lívia disse...

Seeeeeeeeeeeeempre estarei com vc, Ju!!!!...ainda que virtualmente.

Ich vermisse dich :(

Juliana disse...

Leonardo,

Não consigo acessar o seu perfil. Mas queria deixar registrado meu agradecimento.

Escrever sempre ajuda, mas, nem sempre, se deve escrever tudo o que gostaria, esse é o problema.

Beijos

Juliana disse...

Ah Ly
Que fofo
Te amo, amiga.
Beijos