sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ausência, presença e saudade




Não... não errei a forma de dispôr o texto. Estou colocando centralizado porque quero.


Antes de começar esse post, reitero minha indignação com o roubo na Pinacoteca.


Mas, enfim, não é sobre isso que eu vou postar.


Quero falar sobre algo que sinto, cada vez de forma mais intensa... Ausência física, presença e saudade.


Se a pessoa sobre quem falo ler esse texto, talvez se reconheça.... Se não ler, falei sozinha, como tenho feito, e como já supunha fazer.


É engraçado.... quando nos apaixonamos por alguém, queremos estar sempre perto da pessoa, sempre que possível pelo menos, não é? Mas, e quando esse possível é tão raro? Como lidar com a ausência fisíca; como aproveitar os raros momentos de presença intensa, maravilhosa; como lidar com a saudade?


É isso que eu me pergunto diariamente. Às vezes, quase sempre, não é muito fácil, muito menos prazeroso. Sentir falta de alguém que se ama ou por quem se está apaixonado é, basicamente, uma grande merda, para falar no linguajar certo.


Mas, pior do que sentir falta, é saber como agir diante dessa sensação, como não transformar isso em algo pior do que já é naturalmente. (eu não sou adepta da idéia de que saudade em excesso faz bem)


No meu caso, os períodos de ausência são bem maiores que as presenças físicas... por sorte, existem meios de comunicação que permitem o contato à distância, óbvio que isso está longe de ser a mesma coisa de se estar junto da pessoa. Mas, mesmo assim, tem valido a pena. A ausência é grande, claro; mas a presença é tão maravilhosa, tão intensa, tão cativante, tão meiga, tão calorosa (e caliente), tão incrivelmente "perfeita" (tá... não existe nada perfeito, mas, certas coisas, algumas coisas, podem ser "perfeitas" ao seu modo, ao seu particular modo) que toda a distância que separa e toda a ausência que machuca são pequenas, são nada.


O mais engraçado, no meu caso, é que presença e ausência estão sempre interligadas à saudade... não é bem um resultado de carência, é que eu sei que presença e ausência se sucedem de tal forma e se mesclam de tal forma que a decorrência natural é a saudade.


Eu sinto falta ainda estando junto. Sinto falta no instante da separação. Sinto falta quando converso. Sinto falta quando se está realmente distante.


Por que isso? Não... não tentem me convencer que eu sou doente ou romântica.


Quem não sente algo parecido? Ou quem já não sentiu algo semelhante?


Bom... quem não sente, nunca sentiu ou acha que não vai sentir está em maus lençóis... acho que seria uma vida bem entediante.


Estranho isso não? Vocês acham que eu iria concluir que esses três sentimentos são coisas essencialmentes ruins? Não.. pelo contrário. Acho que é normal.


Pena que eu não sou uma literata, uma escritora, uma poetisa... pena que não sei transformar isso em versos... pena que não sei escrever um conto a respeito... seria bem melhor, com certeza... isso foi, apenas, a descrição de um fato. Se foi bem ou mal feita, tanto faz.


Era só para ser feita.


Se alguém vai ler... tanto faz não. Mas o que eu posso fazer? Se alguém vai responder, tanto faz não menos ainda.... mas paciência.


Bem... vou reler e ver se vale a pena ser publicado. Já deletei o penúltimo post. Não custa deletar esse também, e substituir por outro poema bem mais interessante.


Beijos para quem lê e abraços maiores para quem responde.

7 comentários:

André Logan disse...

Engraçado que quando a gente sente algo assim fica pensando em não querer se apaixonar nunca mais... estou assim no momento, não quero gostar de ninguém para não ter o perigo de sofrer depois, como sempre acontece.

Vinny disse...

A falta é algo realmente muito ruim. Estou passando por isso no momento e sei o qnt é doloroso a flta de alguem, ainda mais qnd passou tanto tempo junto e tem que separar por algo que acontece, logo estaremos juntos, mas o intervalo é dolorido. Boa postagem!

Abraço!

Raquel disse...

ju, eu aki, amei seu blog e sei o que vc quer dizer pois eu passei 6 meses longe do meu amado e 'não poder sentir, comentar um filme, ver, e pegar, nao é facil!!
vc escreve maravilhosamente bem, continue esse projeto, quero ler as coisas q vc tem a dizer, pelo menos a distancia eu fico sabendo o que vc anda sentindo!.... ausencia, saudade.... é o que eu sinto nesse momento amiga....

Tania Montandon disse...

Como diz o jornalista aqui das Minas Gerais Afonso Romano de Sant'Anna, todos os artistas são naturalmente melancólicos...

Faz parte, talvez pela alta sensibilidade e escassez da mesma nesse mundo de 'pedras'

bjos

* Mariana disse...

Há que diga que saudade é bom.
Quem diz isso nunca teve um amor.
:(

Gustavo Martinho disse...

ahn...eu estava viajando por ai e cai aqui...caso se importe...pode apagar o comentario...
a distancia machuca...mesmo...acho que isso nao é diferente para ninguem que tenha uma relaçao à distancia(eu tenho)...e ate hoje nao descobriram como anular um sentimento...mas se isso pesa tanto...voce poderia substitui-lo...planos...imaginaçao...transformam a saudade...em ansiedade pelo proximo encontro...
...nao vou me prolongar...
so para constar...bem que esses
ladroes poderiam roubar algum
trofeu de futebol...mas
a pinacoteca...

boa sorte com o blog...

Gustav disse...

Isso me fez lembrar algo que o Veríssimo disse:

"A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é pra na hora que vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira."

De fato ele está certo, quando se sente a falta, consegue-se dar muito mais valor na presença.
Já diziam os antigos, não há um mal que não traga um bem.